A Pluma e o Vento
Mestre! Mestre és tu!
Eu... não passo de uma mente perdida
Num turbilhão de pensamentos vãos
Como uma pluma levada pela vida
Pelo vento forte, nas palmas das mãos
Sem ter noção de onde vai pousar...
Talvez em uma lagoa de águas paradas
Onde o salubre a fará apodrecer
Ou quem sabe em correntezas bravias
Pela força das águas se deixar moer
Esmagada no rio, sem nada saber...
Mas também pode ser em terreno preparado!
Onde a semente enfim germinará...
E produzirá em fartura e abundância
O pão e a água que o povo clamará
Onde a sede e a fome o amor saciará!
Mas seja no lodo, ou seja na colheita
Que o meu fim seja o início do que é teu
Pois a alma só encontra a sua trilha
No momento em que o ego em ti morreu...
Pois uma mente perdida só se encontra...
Quando aceita que o mestre não é o caminho,
Mas o próprio caminhar.

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