A Pluma e o Vento

A Pluma e o Vento
Antônio Marcos Campos (de Avaré - SP)




Mestre! Mestre és tu!

Eu... não passo de uma mente perdida

Num turbilhão de pensamentos vãos

Como uma pluma levada pela vida

Pelo vento forte, nas palmas das mãos

Sem ter noção de onde vai pousar...

Talvez em uma lagoa de águas paradas

Onde o salubre a fará apodrecer

Ou quem sabe em correntezas bravias

Pela força das águas se deixar moer

Esmagada no rio, sem nada saber...

Mas também pode ser em terreno preparado!

Onde a semente enfim germinará...

E produzirá em fartura e abundância

O pão e a água que o povo clamará

Onde a sede e a fome o amor saciará!

Mas seja no lodo, ou seja na colheita

Que o meu fim seja o início do que é teu

Pois a alma só encontra a sua trilha

No momento em que o ego em ti morreu...

Pois uma mente perdida só se encontra...

Quando aceita que o mestre não é o caminho,

Mas o próprio caminhar.