As eleições do ano que vem

As eleições do ano que vem




Nem está parecendo, mas o formiguense vai às urnas daqui a um ano para votar em candidatos a presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senadores (isso mesmo, serão dois votos para senadores).
Em épocas nem tão distantes, a um ano das eleições, a cidade já movimentava rodinhas na Praça Getúlio Vargas, os cabos eleitorais já estavam afoitos e os pretensos postulantes já davam as caras. Agora, tudo parece muito diferente, candidatos de direita trocaram os apertos de mão por shows religiosos com dinheiro público, e os tapinhas nas costas por terços, rosários. Os de esquerda não estão nem aí para os mais de 55 mil votos que o município tem, não aparecem nem a pau. É uma ou duas visitinhas “en passant” por ano, como quem tem apenas a obrigação de bater o cartão.
Conforme infere-se facilmente em contato com os corneteiros e experts da política local, o pessoal de fora irá apenas investir em redes socias e pedir para os seus bajuladores para compartilharem. Irão apresentar a lista da pouca vergonha das emendinhas meias-bocas e garantir que amam Formiga mais do que tudo na vida e que a têm do lado esquerdo do peito. 
Candidatos da cidade, ninguém garante que haverá. Sempre citados, Cabo Cunha e Eugênio Vilela ainda não se manifestaram. Uma pessoa próxima a Cunha diz que ele não comenta e próximos a Vilela garantem que ele “vai deixar como está para ver como é que fica”, estando à espreita para tentar voltar à Prefeitura em 2028.
No mais, apenas aqueles pilantrinhas tradicionais que se candidatam a deputado federal ou a estadual para servir de escada em dobradinha com algum de fora. “É claro que o faz-me rir faz-me rir”, comenta um desses que estão sempre lotados em algum gabinete junto com a família inteira e que sonha em um dia poder rir à vontade enquanto o formiguense, com cara de bobo, chora sem ter o mínimo desejo de ficar triste.