Bambuí se destaca como uma das menores folhas de pagamento entre prefeituras de MG

Levantamento mostra que município está entre os 25 com menor gasto proporcional com servidores no estado

Bambuí se destaca como uma das menores folhas de pagamento entre prefeituras de MG




A Prefeitura de Bambuí aparece entre os municípios mineiros que mantêm uma das menores folhas de pagamento proporcionais do estado, segundo levantamento realizado a partir de dados oficiais do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI).

O indicador analisado é o gasto mensal com pessoal por habitante, métrica utilizada para comparar municípios de diferentes tamanhos e avaliar quanto cada prefeitura gasta, em média, com salários e encargos de servidores.

De acordo com os dados analisados, Bambuí ocupa a 25ª posição entre municípios de Minas Gerais, com gasto médio de R$ 157,26 por habitante ao mês com folha de pagamento.

O número coloca o município entre as administrações que apresentam maior controle das despesas administrativas, um fator considerado importante para manter equilíbrio fiscal e preservar recursos para investimentos.

Comparação regional

Na comparação com cidades da região, Bambuí aparece com gasto proporcional menor que municípios como Formiga, Lagoa da Prata, Passos, Piumhi e Arcos.

Enquanto Bambuí registra gasto médio de R$ 157,26 por habitante, cidades próximas apresentam valores superiores.

Formiga, por exemplo, tem gasto médio de R$ 167,66 por morador, enquanto Lagoa da Prata e Passos registram cerca de R$ 178 e R$ 179 por habitante, respectivamente.

Em outros municípios da região, como Piumhi e Arcos, o custo já ultrapassa R$ 190 e R$ 214 por habitante, respectivamente.

Já cidades menores como Córrego Fundo e Pains apresentam valores superiores a R$ 300 por habitante, o que representa praticamente o dobro do gasto registrado em Bambuí.

Controle da folha permite investir mais

Especialistas em gestão pública apontam que a folha de pagamento é uma das maiores despesas das administrações municipais.

Quando esse gasto cresce além do necessário, grande parte da arrecadação municipal passa a ser destinada ao pagamento de salários e encargos, reduzindo o espaço para investimentos em obras, infraestrutura e serviços públicos.

Por outro lado, municípios que conseguem manter a folha sob controle preservam maior capacidade de investimento e planejamento financeiro.

A legislação brasileira também estabelece limites para esse tipo de despesa. A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que os municípios não podem comprometer mais de 54% da receita corrente líquida com gastos de pessoal.

Valorização dos servidores com equilíbrio fiscal

Para o prefeito Firmino Júnior/PODE, manter a folha equilibrada não significa deixar de valorizar os servidores públicos.

Segundo ele, a gestão municipal busca garantir remuneração justa e cumprir todas as obrigações legais, mas sem ampliar desnecessariamente a estrutura administrativa.

“Em Bambuí nós pagamos todos os pisos salariais estabelecidos por lei, como o piso da enfermagem e o piso da educação. Valorizamos os servidores e investimos na qualificação dos profissionais da prefeitura, inclusive concedendo rigorosamente todos os reajustes legais. O que fazemos é pagar os rendimentos de forma justa, mas trabalhar com o número necessário de funcionários, sem cabide de emprego. Assim conseguimos manter a folha equilibrada e preservar recursos para investir na cidade”, afirmou.

Indicador mostra eficiência administrativa

O levantamento mostra que a diferença no gasto com servidores entre municípios da região pode ultrapassar 100%, dependendo da estrutura administrativa adotada por cada prefeitura.

Nesse cenário, a posição de Bambuí entre os municípios com menor custo proporcional de folha de pagamento reforça o quadro de gestão fiscal equilibrada e controle das despesas administrativas, fatores considerados importantes para garantir sustentabilidade financeira e capacidade de investimento nas cidades.