Banco Central fecha brechas para fraudadores do Pix
A partir de outubro, vítimas de golpes via Pix poderão contestar transações diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar ligar para centrais de atendimento. Essa é uma das regras previstas na resolução do Banco Central que aprimora o MED (Mecanismo Especial de Devolução, anunciada na quinta-feira (28).
Segundo a Agência Brasil, com o MED totalmente digital, todas as instituições participantes oferecerão a funcionalidade dentro do próprio ambiente Pix. Isso significa que contestar uma transação fraudulenta será mais rápido e simples. Na prática, a medida aumenta a confiança dos usuários. Outra novidade, prevista para novembro, permitirá que valores desviados não sejam recuperados apenas da conta que recebeu a fraude, mas também de outras contas usadas para ocultar os recursos.
Já não era sem tempo... Considerado hoje uma referência mundial em pagamentos instantâneos e inovação financeira, o Pix movimenta trilhões de reais todos os meses. Em 2024, por exemplo, segundo dados do BC, o volume total transacionado via Pix atingiu R$ 26,4 trilhões, um crescimento de 54,6% em relação a 2023, quando o volume foi de R$ 17,1 trilhões. Inclusive, desde seu lançamento, a plataforma já ultrapassou a marca de R$ 60 trilhões movimentados e é o principal meio de pagamento instantâneo do país, conforme divulgado pela Brasil Economy.
Números tão relevantes refletem a adoção massiva do sistema e reforçam a necessidade de novas regras de segurança, especialmente diante do aumento de golpes digitais. A medida é crucial para enfrentar uma prática comum entre fraudadores de esvaziar rapidamente a conta inicial e dispersar o dinheiro.
Ao ampliar o caminho da restituição, fecha-se uma brecha importante que desestimula quadrilhas digitais. O Banco Central, aliás, fez mais que isso. A instituição deu um passo estratégico para, não apenas proteger o dinheiro dos brasileiros, mas fortalecer um sistema de pagamentos instantâneos que já se tornou parte da vida cotidiana do país.

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