Bartolomeu
A voz se faz embargada
os olhos choram de dor
sai do peito assim queixosa,
em desespero e dissabor.
Meu cachorro destemido
sua morte eu adiei
quis guardar o seu latido
meu sofrimento retardei
Debaixo do limoeiro,
posso ouvir o teu suspiro
da saudade o que mais quero
as lembranças do campeiro.
Sabia dos movimentos
as palavras entendia,
se meu rosto em sofrimento,
ele logo socorria
Pela estrada que eu sigo,
sem deixar ele pra trás,
trago sempre ele comigo,
na memória tão fulgaz.

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