Bendita tempestade
Oh bendita tempestade,
que quebrou vidros da janela
e chuva fina agora invade,
deixando o vento entrar por ela.
É despertar de passarinho,
de solidão a companhia,
melhor sair frente ao espelho,
bailar com o tempo e sintonia.
Se fez então risco molhado,
ao som dançante do assovio
e o vento cantava afinado,
tempo nos braços em rodopio.
Uma hora passa eu,
em outra o tempo a passar,
são dois pra lá e dois pra cá.
O contratempo no dançar,
é hora de saber brecar,
mas o triste nessa dança,
é que o tempo não saber parar.

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