Bonsai
Dessa mão que faz a poda,
pouco em mim e nem dou sombras,
já me cortas as arestas,
eu sou sombra de outra sombra.
E nem sou eu um carvalho,
um jasmim ou um pinheiro,
nem dormia ao orvalho,
sou um pobre prisioneiro.
Molda-me covardemente
a seu modo, bel prazer,
retorcido falsamente,
meu sofrimento seu lazer.
Eu sonhei em ser floresta,
me guardei em pequinez
e o cerne que me resta
é de florir outra vez.

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