Café das três
Me passe um café, já são quase três,
um café de avó, coado assim,
mais fraco sutil, ou forte talvez,
e faça um menu, bolinho de aipim,
manteiga e pão e pastel chinês.
Senta no sofá, bem perto de mim,
vem ver futebol, pra quem vai torcer,
pro time de azul, não é bom, é ruim,
quem sabe cantar, o Meu bem querer,
é do Djavan, quem sabe Jobim.
Eu quero é amar, depois de um café,
deitado em você, nos dois no sofá,
perdendo a razão, de homem, mulher,
nós sem timidez e sem blá-blá-blá
e nem lero-lero, nem quero café,
é você que quero, e sem blá-blá-blá
já são quase seis, me passe um café.

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