Córrego d’Areia
Busquei hoje na memória
A minha infância que não volta
No balanço do pé de manga
Onde eu me perdia nas horas...lá na roça!
Bica d’água pra nadar
Jabuticaba, amora...
Bicho de pé, truco
Galinha da Angola
Córrego d’Areia
É uma emoção cantada com viola.
No alpendre, está o vovô Zezé
Avistando o seu gado que anda ligeiro
E debulhando o fumo para o seu palheiro
Ah, que saudade desse cheiro!
Vovó Dica está cuidando das galinhas
Aguando também suas couves e cebolinhas
Para agradar a grande família,
Faz deliciosos doces de leite
Pães de queijo e rosquinhas.
Que engraçado!
No Córrego d’Areia
O cheiro do café coado
me faz lembrar
do melhor do meu passado.
Jucielle é poeta e professora de língua portuguesa

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