Depois da tempestade do frio vem a bonança do mais frio
Formiga gelou nos últimos dias. Um leitor atento enviou à redação do jornal a foto do painel de seu veículo registrando 4 graus na região da Vargem Grande, próximo à Lagoa do Fundão. É mais do que claro que a velocidade do carro deve ter influenciado no registro, mas não há como duvidar de que a coisa esfriou pra valer. Qualquer ventinho fez e faz doer na pele.
Na quinta-feira desta semana, foi capa que o portal “g1” apontou que a umidade relativa do ar na região de Formiga estava tão baixa que era preciso alertar que nenhum fósforo poderia ser aceso, o risco de incêndios e queimadas estava elevado ao seu grau máximo. Como se não bastassem as doenças respiratórias por causa do clima seco, lotes sujos e cobertos de mato seco mereciam atenção redobrada.
O frio nunca vem e passa sem deixar rastros. A tempestade de graus baixíssimos pressupõe a bonança do alívio da brisa quente, só que ninguém entende mais nada nem consegue fazer previsões precisas. Se está muito frio não há a garantia de que não vá esfriar ainda mais, se está tudo seco não há a certeza de que o fogaréu não vá fazer das suas. Fuligem pelo ar inundando quintais, varandas e passeios é sempre uma possibilidade.
Qualquer pessoa que ande por qualquer lugar nota claramente que Formiga está suja. Do ponto de vista estético, há muito o que se fazer, uma simples guaribada não adianta nem vai adiantar. Lotes abandonados agora é mato e uma coleta de lixo satisfatória e eficiente, um desafio de desanimar. É difícil de se acreditar que um dia vá dar certo.
Frio, clima seco, queimadas e sacos pretos no meio das ruas a bel prazer da cachorrada é a cena do ato que deve terminar para que haja aplausos da plateia ávida por dias, noites, ruas e praças melhores (e lotes limpos também).

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