Desencanto
Na plenitude, o lírio,
ao tempo e seu intento,
com esforço, sem martírio,
se dobra em brisa e vento
e que baila em delírio,
mas para seu fim, encanto.
Dos cuidados que não cessa,
até o fim da colheita,
se é o fim, ou começa,
qual futuro espreita,
da esperança promessa,
de encontrar a mão perfeita?
Na mão então reluzente,
se fez em brilho esplêndido
e, aos olhos de um descrente,
nem o perfume sentido,
do infortúnio diante,
a existência valido.
Robledo Carlos é membro da Academia Formiguense de Letras

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