Desgastes desnecessários

Desgastes desnecessários




Foi capa na edição da última quinta-feira, dia 18, que as cidades de Bambuí e Formiga estão bem controladas financeiramente quando se relaciona o número de habitantes com os gastos com servidores municipais. Queiram admitir ou não, isso é muito bom e muito importante, é sinal de que atraso nos pagamentos dos trabalhadores do Executivo no final do mês é praticamente impossível. Está tudo dominado, austeridade que gera resultados.

Na mesma edição, na coluna Pitadas, saiu que servidores da Saúde podem ter seus vencimentos minguados caso seja apresentado à Câmara Municipal, e seja aprovado, um projeto de lei para diminuir incentivos que o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, envia para o município há aproximadamente 11 anos.

Conforme contou ao jornal uma servidora de carreira, uma comissão com quase ninguém do quadro efetivo foi montada para estudar a situação e uma minuta do projeto foi apresentada com a estranha ressalva de que ninguém poderia tirar cópia nem fotografar o esboço do documento. A mesma servidora revelou que ninguém acredita que o prefeito Coronel Laércio estaria sabendo do que está se passando, por isso, nada de xerox. Vai que…

Conforme o quadro que se pinta, é de se imaginar que revelar o que é para ser revelado só no depois pode causar estragos no agora por causa das redes antissociais. Mexer em vencimentos de servidores apontando para baixo, como dizem Deus e todo mundo, é mexer em vespeiro. Popularmente falando, é cutucar caixa de marimbondo-cavalo com cabo de vassoura quebrado.

Há na sociedade uma ânsia de que tudo se acalme e caminhe para o lado bom das coisas. Ter oposição em um certo sentido é importante para a administração municipal que se vê em condições de se auto policiar em questões sensíveis, mas não há como baixar a guarda em situações que vão apenas municiar os do contra.

Vem aí uma questão que pode e deve ser cortada na base para que não haja um duro e cruel desgaste político. Mexer onde está dando certo só tem o risco de dar errado.