Então é Natal?

Então é Natal?




Começa na segunda-feira o último mês de 2025, o mês do Natal, época apropriada para o cinismo e a falsidade ganharem a cena tomando lugar em uma caixa de presente colorida ou em uma garrafa de vinho de origem duvidosa.

Dizem os antigos que o mês que fecha o ano era um momento de orações e de renovar de forças para uma sociedade mais justa, mais humana e mais igualitária. Agora, o mês é de ficar quieto em casa para não fomentar animosidades e ódio entre irmãos, vizinhos e sobrinhos. Quantas não são as famílias que não farão nenhuma comemoração para não ver o circo pegar fogo… quantas não são as famílias que farão comemoração e verão o circo pegar fogo vendo os palhaços correndo desengonçados com fogo e espoletas estourando no traseiro…

Há no ar uma esperança profunda e sentimental de que o tempo de esperança não passe nunca, mas 2026 será um ano que, a princípio, dará medo. Será ano de eleições e pelo talho da letra, a coisa vai tremer, tem muita gente prometendo ir para a rua com a faca nos dentes.

Em Formiga, o clima ainda é o de vamos ver. Até o momento, apenas o ex-prefeito Eugênio Vilela tem dado declarações de que tentará uma vaga na Assembleia Legislativa, um ou outro nome aparece como possível candidato a deputado federal, mas tudo parecendo banca de feira, o sujeito sai para fazer dobradinha para puxar votos para um deputado estadual que busca a reeleição e consegue cargos para alguém “estar com ele” nos santinhos.

Dezembro de ano ímpar é sempre um dezembro antes de eleições. O que se via eram pessoas já com uma lista de possíveis candidatos e animadas em ser cabos eleitorais voluntários, hoje, sabe-se que ninguém plota um carro ou distribui panfletos sem o necessário impacto do “faz-me rir”.

Segunda-feira já é o mês do Natal, quase ninguém se lembra de que o aniversariante mais importante queria que todo mundo se amasse, se abraçasse e fizesse do perdão a marca mais importante. O problema é que muito problema que era fácil está a cada dezembro mais difícil.