Estou por aqui - Ala feminina

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O conhecimento quando não se transforma em atos é só um sopro, um hálito que passa despercebido diante das tempestades e intempéries da vida. A inteligência quando não é colocada em favor de transformações é inerte,  frágil e há de ser questionada. Agora, a sabedoria, ela sim é imprescindível. Ela só existe quando o conhecimento e a inteligência se fundem e se portam em posição de combate nas trincheiras da luta por uma sociedade mais justa e mais igualitária.  

Vinda de uma estirpe onde a educação e o engajamento são coisas sérias, a professora Sarah Lopes Silva consegue posição de destaque em sua busca incessante pela excelência na profissão. Filha de José Ivo da Silva e de Maria Aparecida Lopes Silva, ela nasceu em 8 de outubro de 1982 e é mãe do Joaquim.

“Fiz o ensino médio na Escola Estadual Abílio Machado, o Polivalente. Depois, a graduação no Unifor, o mestrado na UniHorizontes e o doutorado estou cursando na Ufla, Universidade federal de Lavras. Não vejo como desconstruir barreiras sem os mecanismos oferecidos pela aglomeração de conhecimentos e aprendizagens”.

“Nasci e fui criada no Bairro Santo Antônio, minha infância foi ao lado da capela  

que dá nome à comunidade. Isso foi em um tempo onde tudo ainda era terra, mato e momentos de pura aventura e muita alegria. Cresci junto à natureza, uma infância simples e de brincadeiras tradicionais e próprias de quem dá os primeiros passos rumo a um futuro que se apresentava sobre as águas da Lagoa do Petito e as montanhas com remanescentes de Mata Atlântica que avistávamos dos fundos de nossa casa”.

Hoje, conceituada e renomada professora do IFMG, Sarah fala de parte de sua trajetória: “Desde pequena,  fui incentivada a desenvolver a criatividade e o pensamento crítico. Na adolescência, participei muito de encontros e movimentos sociais e da igreja.”

“Consigo ver Formiga como uma terra acolhedora, um lugar excelente para morar por oferecer boa qualidade de vida. Sei que o município começou a evoluir tanto culturalmente quanto economicamente, mas há o que se melhorar em todas as áreas, temos grande potencial.”

‘Eu amo Formiga e sou muito feliz morando aqui. Porém, penso que devemos lutar mais, pois  vira e mexe ela cai na mão da elite do atraso, como bem conceitua situações semelhantes o sociólogo Jessé Souza. Mas não podemos parar, sinto que cada passo não é apenas uma andança, é também uma chegança que nos traz novos e agradáveis horizontes”.

Sarah Lopes Silva