Hospital Regional de Divinópolis era para ser Hospital Regional de Formiga
Encaminhando dia após dia para a sua edição de número 7 mil, um marco histórico no jornalismo impresso mineiro, “O Pergaminho” tem revisto suas edições antigas com o objetivo de fazer esclarecimentos e de trazer à tona fatos relevantes que não podem ser esquecidos para o bem da memória da cidade.
Um desses momentos em que as coisas devem ser colocadas em pratos limpos é agora com a inauguração do Hospital Regional de Divinópolis. Pouca gente sabe que a construção de tal hospital foi oferecida a Formiga, mas que a cidade não quis.
Durante os anos 1995 e 1998, o médico e deputado federal Rafael Guerra, que foi diretor do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais, foi o Secretário de Estado da Saúde de Minas Gerais, foi dele a responsabilidade pela implantação do Programa de Saúde da Família e de um hospital regional no Centro-oeste mineiro. Durante esse período, o então governador Eduardo Azeredo quis que o processo para a implantação de um dos maiores hospital do interior tivesse início.
Por volta 1996, residia em Formiga o também médico Abelardo de Freitas, um famoso mastologista do Hospital Felício Roxo que era colega e muito amigo de Guerra. Abelardo era cunhado do empresário Rubens Garcia, o Rubens da Drogaria. Foi então secretário entrou em contado com Abelardo e explicou as intenções do governo estadual da existência do hospital regional e disse que o governo estadual viu com bons olhos ele ser em Formiga, que dependeria só da cidade. O município seria ideal por conta de sua posição geográfica, mas que teria que iniciar os trâmites legais, principalmente com relação à doação de terreno.
Naquele período, o prefeito era Juarez Carvalho e o secretário municipal de Saúde Alberico Salazar. Foi uma época em que existia na Santa Casa de Caridade de Formiga o que o ex-prefeito Eduardo Brás taxava de “reserva de mercado dos médicos”. A tal reserva era quando algum médico que se estabelecia em Formiga e queria trabalhar no Hospital São Luiz, mas não podia. Ele precisava que todos os médicos de sua área na instituição dessem o “de acordo” por escrito para ele ingressar no quadro, o que quase nunca acontecia.
Conforme foi notícia na época, Abelardo recebeu a negativa: a cidade não teria interesse, não haveria a possibilidade de o hospital ser em Formiga, Sem graça, o médico Abelardo teve de avisar a seu amigo e secretário estadual Rafael Guerra de que não teria jeito, que ele deveria procurar outra cidade. Aí, de no que deu, foi para Divinópolis.

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