Incontida estupidez
Ah incontido silêncio,
que enclausurou o grito,
que abafou o aceno,
fez do punho o atrito,
que amarelou o sorriso,
da cegueira que habito.
Oh atitude mundana,
que o tempo não desfez,
também tapou meus olhos,
pôs na língua acidez,
do ouvido me fez surdo,
raiz da estupidez.
Fez ouvir o bom conselho,
quem diria... um leviano,
antes tarde do que nunca
quem pensou ser soberano.
Então derramou o leite,
sem chorar, passou o pano.

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