Incontida estupidez

Incontida estupidez
Robledo Carlos (de Divinópolis)




Ah incontido silêncio,

que enclausurou o grito,

que abafou o aceno,

fez do punho o atrito,

que amarelou o sorriso,

da cegueira que habito.

Oh atitude mundana,

que o tempo não desfez,

também tapou meus olhos,

pôs na língua acidez,

do ouvido me fez surdo,

raiz da estupidez.

Fez ouvir o bom conselho,

quem diria... um leviano,

antes tarde do que nunca

quem pensou ser soberano.

Então derramou o leite,

sem chorar, passou o pano.