Limites

Anísio Cláudio Rios Fonseca (de Formiga/MG)

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Anísio Cláudio Rios Fonseca é professor pesquisador do Unifor-MG e coordenador do laboratório de mineralogia e-mail: anisiogeo@yahoo.com.br




Combates na zona urbana mostram como a população é frágil e refém da bandidagem e de um sistema confuso que parece apoiar bandidos descaradamente. Infelizmente o braço armado da lei chega depois que as coisas acontecem e, ainda por cima, são taxados de assassinos e continuamente desrespeitados por uma massa que sequer esteve em uma briga de meninos.

Houve duas situações em minha vida onde o uso de armas se fez necessário. Duas tentativas de invasão à minha casa na fazenda. Não precisei atirar em ninguém, pois consegui controlar toda a ação ocupando locais estratégicos. Sou frio, calculista e minha calma nessas horas chega a me assustar. Melhor assim.

Tenho ouvido muita coisa sobre “o cidadão de bem” ter e portar armas. Honestamente acho isso muito, muito difícil. Ter em casa, vá lá. Portar? De jeito nenhum. Tive porte por 8 anos. Nunca usei, a não ser para lazer.

Controle emocional não se adquire para essas coisas. Pode-se treinar para atirar bem e rápido, mas ter controle sobre isso é outra história. A tensão em uma troca de tiros é tão grande que o indivíduo pode ser baleado e não perceber. Nestas o cidadão quase sempre é a vítima fatal, pois bandidos não hesitam em atirar.

Nesse intervalo, vemos heroicos policiais que saem arriscando suas vidas, vemos o descaso, vemos violências gratuitas, vemos bandidos exibindo troféus de guerra e assassinando sem qualquer remorso. Vemos “especialistas” travestidos arrotando bobagens na mídia, vemos o sistema burocratizando e dificultando o trabalho da lei. Hilário!

Será que haverá um BASTA e nesse momento cidadãos irão unir forças com a lei, como sempre se viu em filmes? O futuro já não está longe.