Linguiça para entidades
Neste final de semana, Formiga está vivendo o seu 17º Festival da Linguiça. Tudo começou imaginado pelo ex-prefeito Aluísio Veloso que acreditava que tal evento poderia incrementar o setor que levou o nome e os produtos da cidade para os mais longínquos rincões. A ideia inicial era cada produtor ter a sua barraca e sua cozinha para poder oferecer o que ele fabrica de melhor para compradores e representantes dos mais diversos açougues, armazéns e supermercados que seriam convidados a vir à cidade.
Do ponto de vista dos fabricantes de linguiça, a ideia foi boa e comemorada, só que ela acabou sendo deturpada, era para ser um verdadeiro festival da linguiça só que se transformou em uma espécie de feira da paz com macarrão na chapa, pão de queijo e tropeiro inibindo os tradicionais gomos de linguiça de chegarem ao protagonismo. Hoje, entidades das mais diversas é que se posicionam quando abrem-se as cortinas. Não que a feira da paz seja coisa ruim ou de menor importância, mas bem que a ideia inicial poderia ter sido mantida para que o mercado pudesse ser incrementado.
Sem prejuízo das entidades filantrópicas que compõem a sociedade organizada, uma verdadeira feira da paz poderia acontecer em uma outra época, assim como era comum nos anos 1970. Quem viveu bem se lembra das apresentações musicais e da tradicional “Dama misteriosa” no espaço atrás do gol do Campo do Formiga.
Do ponto de vista do entretenimento, o tal Festival da Linguiça é uma festa digna de aplausos; do ponto de vista do objetivo inaugural de divulgar a linguiça como produto formiguense de excelência, com direito a dividendos e geração de emprego e renda, ele é um fracasso que estará sempre sujeito à boa vontade, ao esforço e aos cofres do Poder Executivo. E se um dia aparecer um prefeito com uma turma que não gosta de embutidos, como é que as coisas ficam?
Se é que ficam…

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