Na Dor, a União
A derrota na final da Sul-Americana doeu — e doeu fundo. E doeu ainda mais pela forma como aconteceu, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. Jogo que parecia simples virou pesadelo. O time não se encontrou, as escolhas do treinador ficaram atravessadas, e as substituições, questionáveis. Faltou intensidade, faltou cabeça fria, faltou alma em alguns momentos decisivos.
É preciso reconhecer, porém, quem honrou a camisa: Éverson fez a parte dele. Nas decisões por pênaltis, defendeu um e converteu o seu com a frieza dos grandes. Fez o que lhe competia.
Do outro lado, fica a dor de ver um jovem jogador como Biel carregar um peso que não é só dele. Ele poderia, sim, ter decidido o jogo ainda no tempo normal. Teve chances claras, teve o gol diante de si — mas não conseguiu concluir. E, mais tarde, no momento do pênalti que poderia consagrar o Galo, a bola insistiu em dizer não.
Mas o futebol não é matemática. É mais imprevisível do que justo. É mais emocional do que lógico. Gigantes já erraram, e até Hulk, um dos maiores da nossa história recente, esteve abaixo e desperdiçou o seu. Como cobrar perfeição de quem ainda trilha seus primeiros passos em decisões desse tamanho?
O torcedor do Galo sabe sofrer, mas sabe, sobretudo, reerguer. Sabe transformar frustração em força. Não é hora de crucificar. É hora de proteger. É hora de ser família. É hora de lembrar que títulos vêm e vão — mas caráter, lealdade e amor ao escudo ficam.
A lição? Que entre erros e acertos, o Galo sempre renasceu. Sempre voltou maior. Sempre reencontrou seu caminho.
E vai acontecer de novo.
Porque aqui é Galo. E quem carrega o bico na alma não abandona nunca.
Galo Passos, ergam-se: o futuro ainda vai sorrir para nós!

Diagramador 4 















