Opinião: OS ERROS DE JK
Ninguém com um mínimo de conhecimento da história republicana pode negar que o mineiro Juscelino Kubitschek foi um dos melhores Presidentes que este país teve desde 1899.
Político habilidoso que chegou a Presidência da República de forma meteórica em um momento de crise política oriunda do trágico suicídio de Getúlio Vargas em 24 de agosto de 1954.
JK elegeu pela Coligação PSD-PTB. Seu governo era adepto do desenvolvimento nacional, tendo o Plano de Metas como seu principal projeto de governo, focado em cinco áreas chave: energia, transporte, indústrias básicas, educação e alimentação, com a construção de Brasília como meta-síntese.
Essa política, conhecida como nacional-desenvolvimentismo, visava a industrialização e integração do país, impulsionando a economia e a infraestrutura através da intervenção estatal.
Mas nem tudo são flores na carreira de Juscelino. E por quê? Fácil responder. Cometeu erros cruciais que o levou a derrocada, pois a política é uma atividade cerebral, especialmente quando se analisam as atitudes e a tomada de decisões.
JK sofreu um golpe após ser eleito. Sua posse foi garantida graças a um contragolpe do General Henrique Teixeira Lott.
Pois bem. O Governo JK sofreu tentativas de sabotagem desde o seu início.
Tal fato gerou duas revoltas militares significativas contra o governo de Juscelino Kubitschek (JK): a Revolta de Jacareacanga (1956) e a Revolta de Aragarças (1959). Essas revoltas, lideradas por setores descontentes de oficiais da Aeronáutica e do Exército, buscavam derrubar o governo e instaurar uma ditadura militar no Brasil.
JK COMETE SEU PRIMEIRO ERRO ao anistiar estes militares golpistas, que 9 anos depois conseguem seu intento ao patrocinar um golpe que culmina na maldita e ordinária Ditadura Militar, que durou 21 anos perseguindo e assassinando.
JK errou ao ser democrata e republicano. O certo era condenar a prisão estes milicos golpistas.
O SEGUNDO ERRO foi na sua sucessão. Em momento algum o Presidente se preocupou em achar um sucessor. Errou ao indicar o General Henrique Teixeira Lott, que não tinha força e nem o tamanho do estadista JK.
JK subestimou Jânio Quadros e não usou a máquina do governo para influenciar no pleito.
Na queda de João Goulart em 1964, deparamos com o TERCEIRO ERRO DE JK. Consolidado o golpe a cúpula militar golpista reuniu com o PSD. O ex presidente JK apóia a candidatura a Presidente do General Castelo Branco, que seria seu algoz após tomar posse e ainda indica o vice para a Chapa o mineiro José Maria de Alkmin, pasmem, inocentemente acreditando que em 1965 teríamos eleições presidenciais.
Não tivemos. O primeiro ditador General Castelo Branco prorroga o seu mandato, cassa o Senador JK e consolida o golpe militar.
Sobrou o exílio para o eminente Nonô de Diamantina, que volta ao Brasil em abril de 1967. É O QUARTO E DEFINITIVO ERRO.
É vigiado e proibido de atuar na política. Foi imprudente, uma vez que, deveria ter esperado a poeira baixar. A ditadura era insustentável e fatalmente o seu desgaste era eminente.
Em 1968, JK apoia a Frente Ampla, movimento que em busca da restauração da democracia no país reuniu um inusitado conjunto de políticos de tendências opostas como João Goulart e Carlos Lacerda. Mas o movimento foi proibido pela censura política militar.
Em 22 de agosto de 1976 Juscelino Kubitschek morreu em um suspeito acidente automobilístico na Via Dutra próximo a Resende.
Pois bem. Ao escrever este artigo apontando erros estratégicos do eminente Presidente Juscelino Kubitschek vejo que não podemos novamente jogar a sujeira debaixo do tapete como foi feito no crepúsculo da maldita e assassina ditadura militar em 1985.
Não podemos aceitar esta imoralidade de anistia aos golpistas de 8 de janeiro.
Os erros de JK nos ocasionou danos e até hoje pagamos o preço.
Sem anistia para Jair Bolsonaro e todos os asseclas baseado na citação de Robispierre: “Luis XVI deve morrer porque a Nação tem que sobreviver.”
Bolsonaro e todos os golpistas tem que ser condenados para que a democracia possa sobreviver.

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