Pensar Formiga

Pensar Formiga




Há em Formiga uma grande quantidade de problemas que precisam de medidas que devem passar por planos e projetos. A questão da limpeza pública é um deles, talvez o mais grave. Por mais que se tente, nada terá sucesso se não houver uma análise histórica do que foi que levou as esquinas a estarem cada vez mais sujas por causa da ineficiência da coleta, desde há muito por tarefa (que vê os caminhões deixando sacos abertos pelo caminho têm de saber que para quem cumpriu o trajeto, findo o trabalho. Voltar para buscar um que caiu é sair mais tarde). 
    Formiga já teve coleta de lixo seletiva eficiente em uma época em que o falecido secretário de Obras e Meio Ambiente Rodrigo Bahia organizou a coisa, foi no primeiro mandato do ex-prefeito Eduardo Brás (1983 / 1988). Em todo canto da cidade havia caçambas que eram recolhidas regularmente antes que transbordassem, em pontos críticos a coleta era 100% noturna e diária, havia campanhas publicitárias tipo “mantenha a cidade limpa” e até ações em escolas eram implementadas de maneira constante.
    Também havia um contestável controle da população canina nas ruas (os cachorros eram sacrificados na fazenda da Prefeitura), que rasgavam os sacos de lixo. 
    Rodrigo Bahia faleceu, mas ainda há quem se lembre de como eram as coisas. Para resolver a pendenga, é preciso pensar, é preciso que voltem as caçambas com coletas periódicas e não só quando elas estiverem cheias, é preciso acabar de vez com a coleta por tarefa e implantar por qualidade como hora de começar e hora de acabar, é preciso que haja campanhas e que a população seja informado o horário exato de “por o lixo pra fora”.
    Dar um jeito de controlar a quantidade de cachorros nos logradouros é pra ontem, ensinar e fazer campanhas para a população e estudantes não sujarem os passeios é pra anteontem (o que pode ser por meio de placas tipo “Mantenha a cidade limpa, ela é sua”. Formiga hoje é totalmente desemplacada - só vale se for placa de trânsito).
    Há hoje a necessidade de fazer com que o formiguense viva tempos de pertencimento. Há de se criar o clima de que a cidade é do cidadão e que quando ele suja e não limpa ele está piorando a sua própria vida.