Porque se chamava Lô
Robledo Carlos (de Divinópolis)
Da lateral do meu peito,
virou esquina calada.
Janela sem paisagem,
um trem doído sem jeito.
Qual o sentido da esquina,
pra poder parar o tempo,
girar contrário da sina,
trazer de volta o momento.
Pendoa o girassol,
pra quem sabe amor dizer,
deixou luz nos meus cabelos,
fez-se noite ao amanhecer.
Poesia assim se fez,
no divino paraíso,
de tamanha lucidez
um menino sem juízo
e que se chamava Lô

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