Previdência corporativa: a aposta que dobra o futuro do trabalhador
“Hoje, 53% das médias e grandes empresas no Brasil já oferecem previdência privada aos seus funcionários, o maior índice desde 2019, segundo a consultoria Mercer.” É o que afirma uma reportagem desta segunda-feira (11) na edição impressa de O Globo que constata que, nunca tantas empresas ofertaram esse benefício a seus funcionários como agora.
Para as empresas, a tendência é resultado de uma estratégia clara: reter talentos e, ao mesmo tempo, contribuir para a segurança financeira de longo prazo dos trabalhadores.
E os dados são bastante otimistas. Ainda que metade das empresas que ainda não têm o benefício não considerem adotá-lo, a outra metade planeja avançar. Segundo a pesquisa, 37% pretendem implementar um plano de previdência para os funcionários em até três anos, e 12% já no próximo ano.
De uma forma geral, a previdência corporativa vive seu momento mais forte no Brasil. Dados recentes da Fenaprevi revelam que, hoje, 2,3 milhões de brasileiros participam de um plano de previdência corporativa. O número de planos ativos chega a 2,8 milhões porque muitos ex-funcionários mantêm o benefício de empresas anteriores e aderem novamente no novo emprego.
Em Minas, setores como mineração, energia e cooperativismo de crédito já incorporam o benefício e o associam a programas de educação financeira, fortalecendo vínculos e ampliando o impacto social, além de preparar o trabalhador para um futuro financeiro mais seguro.
Notícia boa, sobretudo quando lembramos que, no Brasil, a aposentadoria pública parece um direito que se afasta a cada ano. O envelhecimento acelerado da população e o aperto fiscal do INSS tornam cada vez mais valiosa e urgente qualquer renda complementar. Nesse cenário, a previdência corporativa deixa de ser apenas um benefício e passa a ser uma estratégia de sobrevivência financeira para o futuro.

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