Quando se pega pra fazer

Quando se pega pra fazer




É impressionante, mas tudo o que o diretor de Políticas Rurais da Prefeitura de Formiga, Anuar Teodoro Alves, pega pra fazer é bem feito, dá certo e os resultados são sempre o sucesso e o reconhecimento.

Pegar pra fazer é uma construção verbal interessante que, aos olhos de professores de português tradicionalistas, pode parecer equivocada e sem propósito, mas na linguagem dialetal da oralidade do Centro-Oeste mineiro o verbo auxiliar, no caso, pegar, representa um reforço ao verbo principal, fazer, que nenhuma outra forma consegue ser tão precisa. Quem pega pra rezar, não reza apenas, reza muito, muito mesmo… quem pega pra cantar não apenas canta, canta alto e, se possível, a noite inteira. Pois é, quando Anuar Teodoro pega alguma coisa para fazer, ele não faz simplesmente, ele faz muito bem feito, ele pega com força pra fazer.

Quem foi ao “Festival do Queijo” acontecido no último final de semana na Casa do Engenheiro pode ver e sentir o quanto Anuar e sua equipe trabalharam e trabalharam bem, eles pegaram pra trabalhar. Uma festa de encher os olhos, impecável e de causar inveja a quem veio de fora. Por todos os locais que se passava, por todas as mesas e barracas, o que se ouviam eram elogios e aplausos. Um ambiente familiar e de extremo bom gosto, uma organização de quermesse de paróquia antiga e uma dedicação só se comparada à de voluntários de entidades filantrópicas em épocas de Feira da Paz. 

Um grande público e produtores rurais e de queijarias de 17 cidades estiveram presentes sem a necessidade de shows de chapeludos afivelados entoando mesmices nem de animais sendo torturados aos brados primitivos de um “seguuura peão”.

Assim como o festival da linguiça, o festival do queijo já pegou e nunca mais poderá ficar de fora do calendário de eventos de Formiga, quem foi este ano vai voltar no ano que vem. Inevitavelmente, e isso a Prefeitura e seu departamento de turismo já podem ir pensando para 2026, ele não pode mais acontecer no pátio da Casa do Engenheiro. O espaço é de péssimo acesso para pessoas idosas ou sem carro, é ermo e não há estacionamento para a proporção que o encontro alcançou. Tem de ser em um local bem mais amplo e acessível que possa trazer conforto a todas as pessoas. 

O resto, é só deixar por conta do Anuar que ele pega pra fazer.