Sangue de mulher
Fora um tempo de brisa
de amor e acolhida
de outrora bela vida,
já sem sombras de narcisa.
As palavras são desdém
e supõe de meus olhares
sempre em busca de alguém
com seus ciúmes vulgares
Deixa marca logo em mim
será apenas mais um tombo
sangue sujo de carmim
mãos de santo em meu lombo
mas eu vejo entre meus dedos
um covarde e seus medos
Há profundas cicatrizes
cheias de promessas vãs
a temer novos deslizes
noutros tombos de amanhã
talvez resta ou termina
sob fogo, minha sina.
É melhor que vás embora
Siga logo o seu caminho
vá, não olhe para trás
já não somos do mesmo ninho
ou talvez, nunca, quiçá
uma cobra e um passarinho

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