Tempo doido de gente doida

Tempo doido de gente doida




De uns tempos pra cá, “O Pergaminho” passou a publicar matérias que alertam sobre a possibilidade de mudança do tempo e da temperatura, se a tendência é chover ou fazer sol, se a temperatura vai esquentar ou haverá frio de congelar, se as intempéries irão doer pouco ou muito.
O fato de o jornal circular cinco vezes por semana facilita levar ao leitor a dica se ele deve ou não sair de guarda-chuvas e se tem ou não de levar agasalho. Com a nova pauta, o jornal passou a fazer comparações entre o que publica e o que acontece. Tendo como fonte grandes e respeitados portais especialistas na área, como o “Climatempo”, o que se espera é que as previsões fiquem pelo menos perto da realidade, só que muitas vezes acontece o contrário. Um atento leitor fez uma crítica interessante, disse que há um “tempo doido para gente doida”. E é verdade, muitas vezes, o que os meteorologistas preveem não acontece nem a pau.
Há um velho ditado que uns atribuem a filósofos e outros a políticos que diz que “o problema das consequências é que elas vêm depois”. E é mais ou menos por aí. Tudo o que se fez e que se faz com o meio ambiente, o que se estraçalhou e se estraçalha na natureza tem como resultado a total imprevisibilidade, uma maluquice total, ninguém pode dar garantias de que o mundo não vai se queimar e acabar em cinzas. Tem feito muito calor no inverno e frio inesperado no verão, chove quando não é pra chover e tem veranico em épocas que seriam de grande umidade.
“O Pergaminho” pretende continuar publicando e dando destaque às previsões do tempo, mas não dá para garantir nada. Acerta-se uma, duas, três vezes, mas na quarta, desligam o disjuntor e tudo fica escuro como um fim de baile, um baile daqueles de pessoas muito, muito doidas.