Cronicando: Farofa de 6 de Junho

Robledo Carlos (de Divinópolis/MG)

Cronicando: Farofa de 6 de Junho
Robledo Carlos é representante comercial








E nesses dias em que de forças físicas necessitava, em dias de desfiles, paradas, jogos e até mesmo provas escolares, ela tinha o hábito e o argumento de fazer uma farofa de farinha de milho, queijo, ovos e temperanças amiúde.

Saco vazio não para em pé!!

Uma inquietude de brilho no olhar, é de quem quer me ver bem, lá longe, no alto, nem sei.

Manhãs de cheiros únicos, manhãs de junhos de setembros, manhãs de veludo!

Para tanto, nem tanto eu precisava dessa lereia, mas para ela sua querência é o que imperava.

De qual tamanho esse agrado, quanto isso me valia, e até mesmo a ela com seus temperos de ternura, e ao valorizar-me sem quantia!

Vieram novas manhãs, passaram os desfiles e as bandas também passaram!

Nos dias de grandes labutas, desafios talvez quase inatingíveis e a preocupar-me, sinto meu coração desfalecer em desalinho, no baú, busco o cheirinho da farofa, e junto, vem o afago para meu coração e a vontade da minha vitória de quem preparava o manjar com esmero, naquele desatino feliz de sustância de amor e cumplicidade, ela estava certa, sempre esteve, revigoro.