Orgulho de ser de onde é

Orgulho de ser de onde é








 Nesta semana, Formiga completou 166 anos de emancipação político-administrativa. Em outubro tem eleições municipais e a partir de 1 de janeiro, uma nova administração.

Toda vez que há mudanças, abre-se no horizonte uma fenda de onde parecem chegar esperanças de que do outro lado do monte haja prosperidade.

Seja quem for que venha a empunhar as rédeas do município a partir de 2025, é importante que se tenha em mente movimentos possíveis em busca de fazer com que os habitantes das Areias Brancas tenham cada vez mais orgulho de sua terra.

2025 bem que poderia ser o ano em que a cidade inicie uma campanha que possa empunhar e fazer valer o seu maior patrimônio: seu nome. Chamar Formiga é um privilégio que hoje apenas os produtores de linguiça se utilizam. É claro que a linguiça é a melhor do mundo, mas chamar “Linguiça de Formiga” é um empurrão com força pela curiosidade que gera.

Bem que a Acif/CDL, o Sindicato dos Produtores Rurais, todas as secretarias municipais, toda a sociedade organizada, toda a cidade enfim poderiam começar a pensar em campanhas para divulgar a proposta. Em uma gôndola de supermercado, chama mais a atenção o mel de abelha ou o mel de Formiga? O doce de leite ou o doce de leite de Formiga? E o queijo de leite de Formiga… salame de Formiga… carne de Formiga… ovo de Formiga… picolé de Formiga… Quem vai negar que o nome da cidade já vem com o marketing pronto?

Há de se pensar em os pontos de lotação serem em formato de formigueiro, de uma gigante formiga encaminhar o visitante para o Centro pelas entradas dos Quartéis, da Chapada e do Engenho de Serra. Formiga tem de ter o seu mascote que servirá como selo para seus produtos, que irá ilustrar os uniformes escolares… folders com a genial lenda dos tropeiros devem estar em hotéis, restaurantes e pontos turísticos.

Ter um nome curioso que represente trabalho, união, perseverança, organização e disciplina é um luxo que não pode ser desprezado. Um selo de “Produto de Formiga” tem de ser criado, uma bandeira da cidade deve ser criada, aquela que é só o brasão em um pano branco não vale.

Formiga é a cidade de uma das últimas execuções de pena de morte por forca do Brasil, do primeiro Raio-X da América Latina e de Silviano Santiago, o escritor em língua portuguesa mais premiado do mundo. É a cidade que foi bombardeada pela Força Aérea Brasileira.

Formiga não é uma cidade comum, é chegado o momento de ela assumir a sua condição de ser diferente e de levar vantagem com isso.