Sandro Márcio Vieira

(Sandrinho do Bazar Guri)

Sandro Márcio Vieira








“Se pretendo voltar? É claro que sim… Sempre digo aos amigos que é onde nasci e é onde quero morrer, é claro que não tão cedo.  Minha esposa e filha são encantadas com a cidade porque não paro de falar nela”. É assim que o filho do Seu Jair Vieira e de Dona Maria Geralda Vieira responde quando perguntam se ele um dia pretende morar definitivamente em Formiga.

Casado com Jaqueline de Souza Barbosa e pai de Luiza, Sandro Márcio Vieira, o Sandrinho do Bazar Guri, nasceu em 3 de junho de 1973. Se foi de Formiga em fevereiro de 1997 e hoje está na cidade de São Paulo, onde é gerente de contas de uma importante multinacional no ramo da construção modular.

“Fui em busca de crescimento pessoal e profissional. Como na época não havia cursos nas áreas que me interessavam em Formiga, e minha família era sem muitas posses, o trabalho na cidade não propiciava condições de realizar o sonho de cursar uma Universidade. Então, tive o privilégio de ser muito bem recebido em São Paulo por amigos conterrâneos, formiguenses que uniram forças para juntos podermos estudar e trabalhar, tínhamos de mudar nossa realidade, nossa história de vida”.

A vida não foi fácil para Sandinho, foi preciso muito esforço. “Às vezes, parecia que não ia dar certo, foi preciso  muita persistência. Acontece que o apoio dos amigos amenizam a situação e nos fortalecem. Foi muito interessante ver os contatos que criamos, e sempre que algum outro formiguense aparecia, procurávamos repassar o apoio e o afeto que recebemos quando chegamos. Era como se alguém fosse escalado para jogar no nosso time”.

Sandro Márcio Vieira se lembra saudoso do dos desfiles de Carnaval, quando sua escola do coração, a Unidos da Rua Nova, balançava e ganhava aplausos na Barão de Piumhi. A camisa time do Guarani, que nunca o escalou pela falta de intimidade com a bola, faz parte da família. Lá brilharam  seus oito irmãos e seus sobrinhos.

Quando se tem uma infância recheada de momentos de pura alegria e afeto, o abraço carinhoso torna a vida mais leve. Sandrinho iniciou sua alfabelização na extinta escolinha que existia Cantina Padre Remaclo Fóxius. Depois, foi para o Got, o Tonico Leite, depois para o Polivalente e, na sequência, para a Escola Normal, a Jalcira Santos Valadão. “Meu primeiro trabalho formal foi no Bazar Guri, daí, o meu apelido. Foi naquela loja enorme que aprendi muito sobre vendas, sobre disciplina e, principalmente, sobre   responsabilidade. Fiquei por 10 anos. Os ensinamentos foram meus suportes e pilares. Tenho orgulho de ter saído de lá com uma carta de recomendação profissional que guardo até hoje.